28/04/2012 - 11h31
Folha.com
DE BRASÍLIA
O procurador-geral da República,
Roberto Gurgel, diz que o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) recebeu R$
3,1 milhões do esquema do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos
Cachoeira. "O valor total repassado para o parlamentar foi de R$
3.100.000", diz Gurgel.
Para a defesa do senador, a
conclusão do procurador é "irresponsável e falsa".
Gurgel afirma que ao longo da
apuração "fica evidente que os vínculos que unem o senador a Carlos
Cachoeira extrapolam em muito os limites éticos exigíveis na atuação
parlamentar, adentrando a seara penal".
Ele sustenta que Demóstenes agiu
para favorecer economicamente o empresário.
"As tratativas entre eles
envolveram os mais variados assuntos e, em todos, há a atuação decisiva do
senador em prol dos interesses econômicos de Carlos Cachoeira."
Ao longo do texto de 40 páginas, o
procurador elenca presentes recebidos pelo senador, o uso do mandato a favor de
Cachoeira e a sociedade oculta com a Delta.
O advogado do senador, Antônio
Carlos de Almeida Castro, disse que Gurgel fez uma afirmação que será
desmentida com documentos.
"A quebra do sigilo vai
mostrar que não houve isso", afirmou.
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